Movimento Verde Eufémia

October 22, 2007

Syngenta mata activistas – Syngenta kills activists

Filed under: Estrangeiro, Press, english — eufemia @ 9:21 pm

Este fim-de-semana seguranças da Syngenta (a mesma que organizou o “dia de campo” em Silves) assassinaram activistas da Via Campesina que protestavam contra campo de teste de transgénicos.

Artigos de imprensa online.

This weekend security guards from Syngenta (same company as in corn field where MVE action took place) killed activists that were demonstrating against GMO test field.

Press articles online.

Duas pessoas morreram em um conflito ocorrido ontem entre seguranças e trabalhadores rurais na fazenda experimental de soja e milho transgênicos da multinacional Syngenta, em Santa Tereza do Oeste, no interior do Paraná. De acordo com a Agência Brasil, outras pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. A Via Campesina, onde militava uma das vítimas fatais, Valmir Mota, relatou à Agência Brasil que “uma milícia de 40 pistoleiros” atacou o acampamento de sem-terra montado na fazenda experimental. Mota teria sido executado com dois tiros e outros seis sem-terra teriam sido feridos.

August 31, 2007

Documentário – TranXgenia

Filed under: Documentários, Estrangeiro, Video — eufemia @ 9:30 am

Para quem queira aprofundar conhecimentos sobre os Organismos Geneticamente Modificados, fica aqui o documentário Catalão “TranXgénia” que é bom ponto de partida para iniciar-se no assunto, perceber os riscos, inteirar-se da realidade no país vizinho e quem sabe formar opiniões…

O documentário de 36 minutos está com audio em catalão e legendas em português.

Video thumbnail. Click to play
Click To Play|Low version

Dísponível também na versão mp4 (alta qualidade) em download directo (usar o vlc) ou em streaming (para quem tenha o quicktime instalado)

August 28, 2007

Apoio Brasileiro

Filed under: Apoios, Estrangeiro — eufemia @ 11:11 am

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POR UM BRASIL LIVRE DE TRANSGÊNICOS
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Número 358 – 24 de agosto de 2007

Car@s Amig@s,
O Movimento Verde Eufémia realizou na semana passada um ato de desobediência civil em Algarve, sul de Portugal, destruindo parte de uma plantação de milho transgênico. Algarve foi a primeira região portuguesa a ser declarada livre de transgênicos, em 2004, pela Junta Metropolitana do Algarve.

A ação foi liderada por pequenos agricultores, ecologistas e cidadãos “preocupados em restabelecer a ordem democrática, moral e ecológica e defender os direitos e bem-estar das comunidades de trabalhadores”.

O Movimento alerta que “Apesar da forte oposição da sociedade civil e das autoridades locais contra os OGMs, as políticas do Governo Português e da Comissão Européia desrespeitam constantemente o direito moral e democrático desses agentes opositores a banir os OGMs dos seus campos e dos seus pratos”.

No ato simbólico, menos de 1 hectare, de um total de 50, foi cortado. A polícia interveio para controlar os cerca de cem manifestantes. A reação da grande imprensa foi imediata, dando destaque para o que chamou de “ataque ambientalista” e alegando agressões ao proprietário da lavoura, fato que o Movimento nega veementemente.

Depois da Algarve, outros municípios portugueses se declararam livres de transgênicos, como Portimão, Lagos e Loulé.

No caso de Lagos, a decisão da Assembléia Legislativa foi por unanimidade, já que considerou “inevitável a contaminação que o cultivo de plantas geneticamente modificadas acarreta”.

Já a Câmara de Loulé deu destaque às inúmeras incertezas científicas sobre a segurança alimentar das plantas transgênicas, ao impacto ambiental do seu cultivo e aos perigos de contaminação das culturas tradicionais.

Segundo portaria do Ministério da Agricultura português, as autarquias podem requerer zonas livres de transgênicos, depois de ouvirem as organizações locais de agricultores e desde que a deliberação seja aprovada por maioria de dois terços dos membros da Assembléia Municipal.

Os agricultores, através da apresentação de um pedido à respectiva Direção Regional de Agricultura, também podem optar pelo estabelecimento de zonas livres desde que explorem, no seu conjunto, um mínimo de cinco hectares contíguos.

Claramente está em jogo o direito de produtores e consumidores escolherem o que querem plantar e consumir. A contaminação genética decorrente da liberação dos transgênicos pode minar esse direito. No caso português, as regras para certificação de alimentos orgânicos foram mudadas e passou-se a aceitar até 0,9% de presença de transgênicos.

Quando o Estado é incapaz de proteger o bem comum e atender aos interesses dos cidadãos, a própria sociedade se organiza e cria movimentos de resistência.

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