Mário Crespo vs Gualter Baptista

Na segunda-feira de 27 de Agosto de 2007, Mário Crespo entrevistou Gualter Baptista no “seu” espaço de julgamento público com transmissão televisiva.

Video thumbnail. Click to play
Click To Play

Dísponível também na versão de melhor qualidade (wmv) em download directo

Para o senhor Mário Crespo: o Movimento existe muito para além do seu convidado. Está vivo e não precisa de cérebro, líder, ou de algúem para nos liderar.

This entry was posted in Press, TV, Video, debate and tagged , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink.

19 Responses to Mário Crespo vs Gualter Baptista

  1. Hugo says:

    Reproduzo aqui o e-mail que já enviei à SIC deplorando… aquilo que se viu no noticiário das 9.

    “Venho com este e-mail manifestar o meu mais profundo repúdio pela exibição de uma das mais pidescas e execráveis entrevistas de que há memória na história da televisão, exibida hoje, a 27 de Agosto, na Sic Notícias, e conduzida pelo “justiceiro” e ex-jornalista Mário Crespo.

    Os tiques policiais, populistas e próprios de jornalismo tabloide exibidos por Mário Crespo na sua entrevista/interrogatório, aliados ao despudor com que se dirigiu ao seu entrevistado, representante de um movimento ecologista, adequam-se mais a uma esquadra de um país de 3º Mundo do que a um estúdio de televisão de um país desenvolvido.

    Lamento que o país tenha assistido a tão degradante espectáculo, e aplaudo o representante do movimento pelo sangue-frio e bonomia com que enfrentou o seu destravado interlocutor.

    Obrigado.”

    Gostava de acrescentar que, no que toca à militância ecologista nacional, sou um completo analfabeto, mas que os acontecimentos dos últimos dias, aliados ao tratamento sensacionalista da questão fizeram de mim, que tenho pouco de “alternativo”, um fã deste vosso movimento.

    Combater o empobrecimento genético e poluição da terra portuguesa é um dever de português patriota.

    A destruição daquele campo, sublinho, foi um acto patriota.

    A direita portuguesa, quer a do culto da “ordem e respeito”, quer a do culto do “dólar e propriedade privada” não percebem uns, e não querem que se saiba, outros, acerca do desastre ecológico e humano potencial da utilizaçãoo de OGM em solo português, infinitamente superior às sequelas da utilização do DDT (esse também era inócuo…) nos países mais desenvolvidos.

    Um bem haja ao movimento!

  2. antistar says:

    O Gualter foi humilhadíssimo para sempre, porque é que ainda insistem com e-mails cheios de tiques esquerdalhos?

    “pidescas” que palavra mais imbecil.

    Gentinha vestida quem nem palhacinhos tem mesmo muita credibilidade, sim senhor. Parabéns.

    Grande falhanço este Movimento Verde (inserir nome de vitima acidental de homicídio que nunca teve nada a ver com o PCP)

  3. Rui Ferreira says:

    Parabéns ao Gualter por ter respondido com extraordinária inteligência ao parcialíssimo e mal educado Sr. Crespo.

  4. RJA says:

    Desculpem este comentário ser tão… enorme.
    Aqui fica a minha contribuição:

    Como elevar o nível de discussão acerca dos Trangénicos e do Movimento Verde Eufémia? Já agora, como elevar o nível de discussão acerca de qualquer assunto?
    Talvez isso aconteça com a omissão de palavrões e de palavras mais fortes, e daí… talvez não. Talvez a melhor forma de elevar qualquer discussão seja o de realmente discutirmos o que está em causa – o que aconteceu, o seu significado e repercussões ao invés de nos limitarmos à mais ou menos escamoteada troca de acusações e ofensas. Talvez através da utilização do raciocínio, do bom senso e da lógica cheguemos a algum lado.

    Vejamos agora o que se passa na (nossa) realidade.

    A reacção da totalidade ou quase totalidade dos comentadores e outras pessoas com assento na comunicação social foi de histeria, de fúria contra… e aqui a definição do que se passou em Silves e dos seus actores toma porporções verdadeiramente bélicas, para não dizer incompreensíveis.

    Mas antes de mais vamos aos factos e ao que realmente está aqui em jogo:
    Não nos querendo alongar por demais, o que são os OGM (organismos genéticamente modificados) e o que representa o consumo dos mesmos pelos seres humanos:

    Experiências laboratoriais em seres-humanos.

    É tão simples quanto isto – altera-se o ADN de um alimento e dá-se como alimento a populações, que não só não estão informadas quanto à realidade dos OGM’s como se estivessem, muito provavelmente não aceitariam a introdução dos ditos (por mais reduzida que fosse) na sua dieta alimentar.
    Podemos argumentar que não estão provados quaisquer efeitos secundários por parte dos OGM’s, e que por isso eles podem ser utilizados na alimentação humana, mas não será isto não só inverter como perverter mesmo a ordem das coisas? Não será primeiro necessário provar a inocuidade dos OGM’s antes de os distribuir pelas pessoas? Não é isso que se faz com qualquer producto, com qualquer material, ou alimento que será consumido pelos humanos?

    Ora, o problema é muito simples. Há demasiado dinheiro em jogo e algumas corporações e um reduzido número de pessoas espera recebê-lo como lucro aquando da entrada nos mercados e comércio dos seus OGM’s. Essas pessoas e essas corporações são já tão poderosas que conseguem facilmente subverter alguns estados de forma a passar as suas leis sem que as pessoas nesses estados consigam tomar medidas de forma a estudar os efeitos das OGM’s.

    Mas nem sempre é assim.

    Em alguns países, como na Inglaterra, após massivos protestos por parte de activistas e população (por vezes bem mais violentos que o vilificado Movimento Verde Eufémia), os alimentos que foram genéticamente modificados passaram a estar devidamente identificados, e assim, de cada vez que se vai a um supermercado as pessoas podem escolher entre OGM’s e alimentos livres de OGM’s.

    No entanto…

    Isso não chega. Como os activistas (os monstruosos, os terríveis) bem sabem, os campos possuem que sementes genéticamente alteradas não são estanques nem estão isolados e a polinização entre campos é uma realidade, sendo por isso bastante dúbia a divisão entre o que é um OGM e o que não é.

    Os activistas encontram-se assim numa situação muito difícil, já que, incapazes de aceder aos meios de comunicação de massas, ao contrário dos governos e corporações, não conseguem informar o público dos verdadeiros problemas por detrás dos OGM’s (entre outros, muitos outros, que não só são minimizados e desprezados pela comunicação social, como também escarnecidos).

    Quando alguém me pergunta o que “nós” fazemos e porque é que nós não agimos de forma diferente, é sempre um prazer perguntar “como?”, e explicar que o fazemos, todos os dias, a toda a hora. (Nota: Faço aqui um parêntesis, explicando que não me considero um activista pelos direitos ambientais. O foco da minha luta é outro, mas apoio totalmente a acção de Silves)
    Chovem emails e cartas de informação aos jornais, rádios e televisões de cada vez que há uma acção ou que algo de importante aconteceu, no entanto, essa informação não chega ao grande público, que antes é bombardeado com programas de recreação e entertenimento.

    Portugal é exemplo máximo desses programas recreativos, com os seus telejornais de uma hora e um quarto (1h15, mais anúncios pelo meio!). Um exercício de pura desinformação de massas que, no caso da RTP é até financiado com o dinheiro dos contribuintes, aparentemente por ser um canal que presta um serviço público (vá-se lá saber qual).
    No entanto não é inteiramente correcto dizer que os meios de comunicação de massas nunca passam as “nossas” tentativas de informar o grande público – só que quando o fazem, fazem-no através de determinados filtros, filtros esses que são na verdade meios de desinformação brutal – que entre outras coisas, tentam separar os barulhentos/violentos/mal-cheirosos activistas – “Eles”, do resto da população – “Nós”. Trata-se de uma manobra de manipulação francamente conhecida que tem a beleza, a perfeição, de não necessitar da concordância de quem a emprega – faz parte do sistema, do modus operandi do sistema.
    Basta-nos seguir as fontes “oficiais”, fidedignas”,…

    Mais uma vez, com a avalanche diária e constante de informação, como é possível que não tenhamos informação acerca do que são os OGM’s, do que representa o grupo dos G8, o FMI, o Banco Mundial, o que são na verdade as Corporações?, cuja estructura e forma de funcionamento é bem mais despótica que a pior das ditaduras.

    Entretanto, enquanto esta cortina soft se desenrola perante a nossa vista(esta sim, verdadeiramente soft, ao contrário das acções do Verde Eufémia, que foram pensadas, preparadas e cujos efeitos podem ser bastante graves para os implicados), um verdadeiro sistema de fascismo social vai-se entranhando em todos nós, na nossa forma de ver e de agir perante o mundo e perante as outras pessoas.

    Este texto é um pouco longo mas, neste caso, a brevidade só ajuda a não compreender.

    Nós e os Outros:

    A melhor forma de destruir os argumentos de alguém perante uma audiência é ridicularizar essa pessoa – mais do que ridicularizar, separá-la do grupo, fazer com que o “todo que nos observa” se identifique connosco e jamais com a pessoa que escarnecemos.
    Assim, esse outro quase sempre toma uma série de formas que tradicionalmente são desprezadas ou menorizadas pela sociedade:
    O negro, o vestido de preto, o mascarado, o jovem, a criança, o drogado, o rasta, o dread, o intelectual (de merda ou não), o intelectualóide, a mulher, o ignorante, etc etc etc (o etcétera como citação do formoso texto de Pacheco Pereira na Visão. Mas já lá vamos…)
    Por outro lado, nós somos:
    O povo, os Portugueses, a Sociedade, a Nação, os bem-pensantes, os Homens de bem, simplesmente “nós”, etc.
    Enfim, a unidade representada pela ordem e pelo progresso, versus “os outros” representados pelo caos e pelo atraso.

    Esta forma de manipulação funciona bem se apelar aos instintos mais básicos e melhor ainda se for possível juntar alguma jocosidade aquando da análise das acções desses outros (vide mais abaixo análise à crítica dos Gato Fedorento) – Jocosidade que funciona como demonstradora de uma certa superioridade e distância perante algo que não merece a nossa consideração.

    Os Factos:

    -Um grupo de cerca de 100 pessoas (na acção), e que se intitula de Movimento Verde Eufémia, destruíu menos de 1 hectar de um total de 51. Fizeram-no porque esta plantação tinha sido feita recorrendo a OGM’s.
    -A acção foi anunciada à comunicação social, que estava presente.
    -O grupo em questão voluntariou-se perante o lavrador para pagar com o seu dinheiro e com o seu trabalho a replantação dos 51 hectares, o que este recusou.
    -Como resposta na sociedade, tivemos uma reacção de histeria que percorreu e ainda percorre os meios de comunicação de massa, bem como blogues e sites vários (embora aqui tenha havido maior diversidade nas opiniões)

    A desobediência Civíl

    Forma de resistência não violenta, que procura chegar a determinados objectivos através da não-cooperação ou mesmo acção contra um poder maior que o do indivíduo (normalmente o Estado). Esta é uma forma de luta que é compreendida na maior parte dos países democráticos, e a sua incompreensão aqui no nosso cantinho apenas demonstra a total ignorância do que seja uma verdadeira democracia ou o que possa representar o verdadeiro poder das pessoas.

    A acção que ocorreu em Silves tem um valor legal ínfimo, e ainda mais ínfimo se o compararmos à avalanche de reacções por parte das pessoas bem falantes da sociedade (a bem ver, os representantes do “nós” que acima observámos). Mas esta acção, para além de ter sido algo bem sucedida pois a mal ou a bem pôs as pessoas a falar e a questionar-se acerca dos OGM’s, levantou também uma série de dúvidas quanto ao verdadeiro espírito democrático dos portugueses, para quem uma sociedade democrática é aquela onde bastam as aparências e as palavras, uma sociedade perfeitamente estagnada, infeliz por se fazer representar por políticos não só corruptos como perfeitamente patéticos, mas também desinteressada em se fazer ouvir – em agir para que as coisas mudem.

    Ora, o que se passou foi uma acção. Coisa desprezada tanto à esquerda como à direita, partidos grupos e pessoas para quem toda a acção deve ter um líder, deve estar incluída nos trâmites legais devidos e deve estar dentro das normas dos bons costumes, e…

    Enfim, o Ser-se português no seu melhor.

    Uma brevíssima análise da histeria nacional:

    Comecemos pelo humor. Bom, na VISÃO de 23 de Agosto, Ricardo Araújo Pereira começa com citações dos Monthy Python com o título “I like to press transgenic flowers” (I like to press wild flowers, no original), e com Douglas Adams, com o “retrato da vida sexual dos cientistas” (vide Hichhiker’s Guide to the Galaxy, relativo à criação da “improbability drive”). Isto não retira qualquer qualidade à sua crónica e confesso que me ri com ela (a sério), no entanto não estamos aqui para analizar o seu sentido de humor, que o tem, mas a beleza com que com ele RAP nos desinforma.

    Ora vejamos algumas críticas que ele faz:
    Os activistas, quais terroristas taparam a cara. Pois, é perfeitamente compreensível, e ao contrário do que RAP diz, não é a tentativa de se parecerem com terroristas mas sim ocultar a sua identidade – “porquê?”, perguntam alguns, “mas eles deveriam é acatar as consequências!” vociferam outros. Ora, a coisa é bem simples: Viram, leram e ouviram as reacções da sociedade ao que eles fizeram? Ainda acham que eles deveriam ir de rosto descoberto?

    A juíza encarregue de julgar o “caso” dos 11 jovens que participaram no protesto do passado 25 de Abril, protesto, lembramos, onde 500 pessoas que protestavam pacificamente foram violentamente atacadas pela polícia, pois terão havido lançamento de cocktails molotov e de very-lights, arremesso de pedras contra montras, balões de tinta e pintura de graffitis (apenas os balões de tinta e graffitis se vieram a conprovar… dificil desculpa para uma carga policial contra 500 pessoas, mas enfim), como eu dizia, aquando da pergunta da dita juíza dirigida aos 11 jovens malfeitores: “mas vocês são anarquistas?”
    Pessoalmente, perante a mera hipótese de comparecer perante uma criatura de tal ignorância, que não só não sabe o que aconteceu naquele dia, como não sabe o que significa a liberdade de pensamento e a liberdade política (de opinião…), não só também me mascararia, como faria todos os possíveis para não ser identificado. Isto a parte legal, pois lembrem-se dos mimos que esse jovens não receberiam se genialmente fotografados, folha A4, por uma revista de grande saída…

    Voltando ao humorista, que não só explica humildemente a sua ignorância perante o que possam ser as OGM’s, (“acredito que os transgénicos façam mal), mas também arrogantemente indica que os activistas em questão não primam pela higiene, e que se quiserem convencê-lo devem comparecer perante ele de camisa lavada.

    Estas observações independentemente de se verificarem ou não (as da falta de higiene, digo) apresentam um problema bastante grave que atrás referimos – a da destruição da imagem do outro, a sua ridicularização e demonstração de que ele é realmente “o outro”, que não é como “nós” e que para além disso é risível – ou seja, que não pertence, nunca pertenceu nem nunca pertencerá “ao nosso tempo”.

    Em frente.

    A Direcção da Sábado, no dia 23 de Agosto mostrou a sua irritação, ignorância e desprezo pelo “outro” explicando que a comunicação social havia acatinhado de forma comovente os vândalos do Verde Eufémia como “activistas”.
    A Direcção da Sábado bate o pé contra a restante comunicação social, e apresentando um diferente ponto de vista. Ou será mesmo?
    Ora, o que fizeram, (como já pudemos perceber pelo discurso inicial) foi exactamente o mesmo que todos os outros.
    Chamam aos activistas “criminosos”, “aspirantes a Che Guevara”, possuidores da “verdade do seu lado”. Ou seja, ele mais não faz do que achincalhar com uma fúria implacável os activistas (para ele, “com aspas”). Essa fúria é visível em todo o texto.

    Tal como a quase totalidade dos frenéticos e irritados comentadores da nossa praça, o Director (ou “A Direcção”) liga a acção do Verde Eufémia ao Bloco de Esquerda.

    Ora, isto parte de um engano muito simples. A maior parte destes geniais escritores vêem de um tempo onde este tipo de acções (ou qualquer outra que envolvesse, enfim… acção) eram planeadas pelos partidos de esquerda. Planeadas, levadas a cabo, autorizadas, defendidas, etc etc etc.

    Esta absoluta incompreensão do que são os movimentos altermundistas, do que é o activismo de hoje, faz com que estas pessoas, elas sim detentoras da verdade, (que não só a detêm como querem o seu monopólio) sejam incapazes de compreender o que se passa, recorrendo imediatamente à vilificação e à ridicularização de todo o tipo de coisas que lhes escapem. Esta acção é apenas mais um exemplo.

    “Quando todos têm a certeza acerca de determinado assunto é o momento apropriado para duvidares”

    Em frente

    José Pacheco Pereira, como sempre, aparece como alguém que não só sabe do que fala como só fala do que sabe. Já alguém lhe deverá ter explicado que esse é também ele um truque de oratória e, enfim, de manipulação, mas ele – nada.

    Nesse mesmo número da SÁBADO, ele compara o ecoterrorismo soft ao hard. Deus o guarde de alguma vez definir com exactidão o que é isso de “Terrorismo” e muito menos de partilhar connosco, comuns mortais.
    Explica também a todos os ignaros que o lêem o que é isto de Organismos Geneticamente Modificados – tratam-se apenas de organismos “modificados para resistir às pragas”. Só isso! Genial… portanto está tudo explicado. Os Sprays da Raid apenas matam as melgas, só isso! Para quê estudar o efeito de estufa? Para quê escutar os chatos dos activistas?

    Em frente. Para responder aos seus acessos de Salazarismo… uh, light? Apenas o remeto ao belíssimo artigo de Boaventura Sousa Santos na VISÃO de 30 de Agosto. Pode consultá-lo em:

    http://www.ces.uc.pt/opiniao/bss/190pt.php

    JPP explica contra o que lutam estes movimentos altermundistas. Faz mesmo uma lista… não explica é o porquê dessas lutas, provavelmente por achar que “nós”, os alterterroristas (se a moda pegar quero direitos de autor), já temos visibilidade suficiente e assim escusa de colaborar com as nossas vis causas. Para além disso escusa-se de comentar a favor do quê é que “nós”, alterterroristas, lutamos. Infelicidade dele que, para além de desinformar nestes últimos dois textos (refiro-me também ao de 30 de Agosto), fá-lo de uma forma literáriamente inferior ao que nos tem habituado. Pressa? Irritação?

    Tal como a Direcção da SÁBADO, JPP liga estes movimentos de altermundismo com a esquerda ou pelo menos como filhos de uma tal de esquerda. Tal como a direcção da SÁBADO, JPP peca, tanto por ignorância como por falta de vontade em se desapegar de um passado já não tão próximo quanto isso.

    JPP fala de meias verdades, de mitos, de ignorância, de misticismo, de estudantes e proto-estudantes, de radicalismo (novamente o remeto a Boaventura Sousa Santos), etc, etc, etc.
    A única coisa que ele não faz é informar, explicar o que se passa realmente, o que são na verdade esses movimentos, o que está por detrás deles, o que pretendem. Tudo serve apenas como desculpa para mandar abaixo, ridicularizar, demonizar, …

    Mas não é este o texto indicado para falar desses movimentos. Para quem o queira fazer há informação na net, muita variada e, ao contrário dos nossos divinos comentadores, nós – “os activistas”, não temos medo de que essa informação chegue aos olhos e ouvidos das pessoas.

    Espero que este texto sirva como reflecção de algo que (para mim) é muito mais grave do que a entrada dos transgénicos em Portugal – o clima de fascismo social que mais do que aceitável, passou a ser norma. E que quem quiser que se informe, que eu também.

    Que venham muitos mais “Verdes Eufémias” e outras acções de forma a tirar a sociedade do marasmo em que vive há muito.

    Saudações,

    RJA

    PS: Para achincalhanços e comentários afins:

    rikardoalves@gmail.com

    Obrigado

  5. José Monteiro says:

    Tratou-se de tudo menos uma acção democrática.

    Vocês não são terroristas, mas tenho a certeza que são vândalos.

    Era engraçado que nascesse um movimento de cidadãos para ir ceifar os sites do Verde Eufémia. E é fácil, muito fácil, encontrar 150 pessoas para o fazer. Já somos três, pelo menos: eu, o Mário Crespo e o José Pacheco Pereira.

    Sou de esquerda e contra os transgénicos e tenho vergonha em saber que existem movimentos portugueses como o vosso. Vocês são dos que, se puderem, comem tudo e não deixam nada.

    Entrar em casa alheia e destruir o que se encontra, e ainda agredir o proprietário, não é desobediência, é fascismo. Perguntem aos judeus. Perguntem aos portugueses que se têm, na pele, as marcas do chicote do primeiro ditador português.

    Que vergonha.

  6. Rui Santos says:

    Mário Crespo,

    Talvez por razões estéticas, só faltou ver a sua bela meia mousse que lhe percorre a canela no programa dos minutos, muito provavelmente, fabricada com linhas de um qualquer campo de linho ONG.

    A sua total imparcialidade, que de (excelente) entrevistador, se tornou inquisidor, servirá, por certo, as audiências da sua organização – uma televisão com director irmão do patrão de costa, virada para a informação do conformismo das massas e dos programas pé-descalço.

    Valham-nos estes jovens e a sua rebeldia contra-corrente à ordem estabelecida do Portugal do politicamente correcto, débil, iletrado e demisso quanto às causas comuns.

    Parabéns Verde Eufémia!

  7. Rui says:

    Foste ownado para sempre e cala-te. Agora podem esconder a cabeça debaixo da areia como tanto gostam de o fazer, ou alias, esconder a cara por tras de um pano “por motivos de estética” e apagar este comentário. Mas ao menos sei que ao o apagarem, alguem o leu.

  8. Paula says:

    O Mário Crespo é uma piada. Esta entrevista é outra.
    O Gualter fez bem melhor do que seria de esperar perante aquele energúmeno.

    os meus parabéns, MVE.

  9. nonpurtuguesespeaker says:

    L !!
    i need translation ;)

  10. RJA says:

    Como não sei onde pôr este comentário no vosso site e acho que o devo pôr, aqui vai:

    Quando Pacheco Pereira escreve nada acerca de algo:

    Crítica ao texto de José Pacheco Pereira no Abrupto, “A DEMOCRACIA, A LIBERDADE, A ORDEM PÚBLICA, A INTELIGÊNCIA, O GOVERNO E OS “VERDEUFÉMIOS” 21″ (as maiúsculas não são minhas e no original vêm a bold)

    Antes de começar a minha crítica a este texto, devo desde já informar quem me lê que não tenho nenhuma vendeta contra José Pacheco Pereira ou qualquer outra pessoa, mas simplesmente prefiro comentar textos de pessoas que, se não têm conhecimento acerca do que escrevem, pelo menos demonstram ter. Assim, parece-me infrutífero criticar os dois elementos do Gato Fedorento que se pronunciaram relativamente às acções do Verde Eufémia, já que ambos explicam que não percebem nada acerca de transgénicos. Esta demonstração pública de ignorância é de gente humilde, mas serve como fraca desculpa, já que nós – os leitores, compramos as resvistas para onde essas duas pessoas escrevem e nós – os leitores, somos convencidos pelos “Gatos” de que eles irão escrever sobre esse assunto. Isto, como é fácil de perceber equivale a irmos a um café, pedir uma tosta mista e darem-nos não só um cachorro quente como um pedido de desculpas pela ignorância do estabelecimento em como fazer tostas mistas. Que bom, para a próxima damos gorjeta.

    Começo por esta frase de José Pacheco Pereira: “…a completa legitimação da “ceifa”, sem um “mas”, sem uma hesitação, foi feita num texto que passou despercebido de Boaventura de Sousa Santos na Visão de 30 de Agosto”

    A minha crítica não vai a “…a completa legitimação da ceifa…”, mas sim a “…num texto que passou despercebido…” – Agrada-me analisar formas de manipulação e de exercício de poder.

    Vejamos então…
    Para José Pacheco Pereira (JPP), o artigo de Boaventura Sousa Santos (BSS) terá passado despercebido. Só que, como JPP já nos habituou, não explica o porquê disso assim ser, se por a pessoa em questão – BSS, ser uma criatura assaz desprezada pela opinião pública, se é por ter escrito numa revista de grande tiragem, ou se simplesmente porque JPP assim quer que nós acreditemos.

    Não, o artigo de Sousa Santos não passou despercebido, nem há nenhuma razão para que passe despercebido. O meu e o de inúmeros outros em diversos blogues e sites é que passam. A opinião daqueles que não têm acesso aos meios de comunicação de massa é que passa despercebida. Para além disso e, ao contrário do JPP que quer dar a entender, o texto de BSS não é um texto de consumo interno para a digestão refinada de intelectuais como (aparentemente) Pacheco Pereira. Antes é, como acima referi, um texto incluído numa revista de grande tiragem como aquela para onde JPP escreve.

    Talvez José Pacheco Pereira queira que nós acreditemos que o artigo quase não foi lido já que não houve qualquer resposta por parte dos “intelectuais” e comentadores da nossa praça. Compreende-se. Aliás, a maior parte desses comentadores escreve para que outros comentadores os leiam e não para um suposto público. Os “nossos” jornalistas são disso óptimo exemplo.
    Mas, é verdade. O texto de BSS não foi criticado pelos habituais canais “informativos”.
    Eu tenho uma opinião relativamente a isto: Ao contrário da maioria dos comentadores, Boaventura Sousa Santos está bastante bem preparado e documentado acerca do que escreve.
    Poderá ser assim um pouco mais doloroso para os comentadores de serviço porem-se contra uma pessoa que está mais bem preparada do que eles.

    Felizmente Pacheco Pereira propõe-se a analisar e desmascarar as incorrecções de Sousa Santos. Será?

    Infelizmente não.

    JPP limita-se a citar quase na íntegra o artigo em causa (e perceberemos no fim o que deixou de parte…), quando poderia ter deixado um link, que não só lhe daria mais espaço a ele para aprofundar a sua crítica, como apresentaria perante os seus leitores um pouco acerca das opinões de BSS.

    A análise da análise:

    Pacheco Pereira explica que BSS acaba por, fazendo uso de uma “linguagem académica”, defender e justificar a acção do “Movimento Verde Eufémia”. Obrigado por constatar o óbvio, os seus leitores agradecem o atestado de estupidez. Porquê a referência à linguagem dita académica? Porque dessa forma, JPP está a dizer-nos qualquer coisa como “a línguagem é académica, porventura complexa, mas eu – José Pacheco Pereira, dismistifico-a só para vocês”. A línguagem não é especialmente complexa nem a forma de escrita merece reparo. Mas os seus leitores voltam a agradecer.
    Não me vou pronunciar acerca da legalidade/ilegalidade da acção e da existência ou não de “lóbis” que se preocupam exclusivamente com questões legais (de propriedade), em detrimento de outras bem mais importantes (direitos humanos e liberdades, por exemplo). Penso que o texto de Boaventura Sousa Santos é bastante claro nesse aspecto, e informativo – ao contrário do de José Pacheco Pereira, a quem facilmente se vê o que pretende.

    Um pouco mais à frente, JPP, num parêntesis, refere o quão dúbio é chamarmos “Movimento Social” ao “Movimento Verde Eufémia”. Deus nos livre de, mais uma vez, Pacheco Pereira cometer a veleidade de nos explicar porque é que o movimento em questão falha a “prova dos nove dos movimentos sociais” – renomeio-a sem pudor de a “Prova Pereira”, em tudo semelhante à “Prova Rogeiro”, já que a forma de Pacheco Pereira determinar se tal ou tal acção social é válida ou não (social, portanto), assemelha-se em muito à forma de Nuno Rogeiro determinar se tal ou tal votação em tal país é válida (Democrática, portanto). Trata-se do seguinte:
    Uma acção é válida socialmente se os seus objectivos e meios empregues forem do acordo do Sr. Pacheco Pereira, e uma votação é democrática se o partido vencedor for do agrado do Sr. Nuno Rogeiro. Fácil, não é? O pior é que não se trata de uma piada, as coisas processam-se exactamente desta forma.

    Se José Pacheco Pereira alega a pequenez de um artigo, eu vou mais longe e alego a pequenez de José Pacheco Pereira (e já que vamos embalados, Nuno Rogeiro).

    Assim, tudo está bem: tiques democráticos podem passar por democracia de facto enquanto um fascismozinho social se pode ir instalando confortavelmente à nossa volta… “votação democrática?! Muito bem! Agora, não pode é ganhar o líder religioso de…”, “…movimentos sociais?! Epá, fantástico! Tem é que ser dentro destes parâmetros…”. Com certeza.

    Chegamos ao momento Deus Ex-Machinae do texto, em que José Pacheco Pereira nos dá a solução (final), explicando-nos que não só não temos que lidar com a situação, como ele, qual mensageiro divino, nos vem apaziguar as consciências.

    “Na verdade, discutir os transgénicos na sequência da “ceifa” é puro benefício do infractor, ou seja, é dar o “sentido” desejado pelos “ceifeiros” à sua acção, o que é uma forma de a justificar.”

    Claro! Como é que nós não tínhamos pensado nisto antes? Portanto, já que discutir os transgénicos na sequência da ceifa é “dar o sentido desejado pelos ceifeiros”, já que nós, meros mortais, não somos capazes de lidar emocionalmente com o que os malandros fizeram e muito menos com a linguagem académica de Boaventura Sousa Santos, o melhor que temos a fazer é mesmo meter a cabeça dentro da areia (quais avestruzes), de forma a não darmos razão ao “inimigo”, a não o justificarmos.

    Mais alguém acha isto um bocado parvo?

    Para finalizar.
    Muito ao estilo desinformativo de JPP, fica de fora a parte final do artigo de BSS. É compreensível, já que este último é realmente informativo e não só dá exemplos do que se está a passar, como também refere o caso português. Mas nós percebemos Pacheco Pereira – Dar aval a criminosos? Nunca!

    RJA
    rikardoalves@gmail.com

    PS: Artigo de Boaventura Sousa Santos, publicado na Visão a 30 de Agosto de 2007 – http://www.ces.uc.pt/opiniao/bss/190pt.php
    Blogue de José Pacheco Pereira, Abrupto – http://abrupto.blogspot.com/

  11. Tiago Pedrosa says:

    Parabéns ao Gualter por enfrentar 30 minutos de interrogatório.
    Infelizmente perdeu-se mais tempo a discutir algo bem previsto na lei (invasão da propriedade alheia), do que a discutir o que não é legislado (poluição genética) e constitui maior perigo.
    Interessante analisar que para cada resposta do Gualter à qual o senhor Mário Crespo não conseguia contrapor, este inventava diversos meios (falhas técnicas, comunicação da regia, etc) para interromper o raciocínio do Gualter.

    É também pena, que o “jornalista” não tenha estudado a formação das associações ambientais / sociais, e não perceba a sua dinâmica e constituição. As ONG’s não são como os partidos! São constituídas por pessoas com ideias diferentes e com várias vozes, e é na sua diversidade que está a sua forca.

    Por último, e em relação à incerteza do impacto dos GMO’s. É EXACTAMENTE por não haver certezas que se deve ter precaução. Plantar milho em campos abertos, não é ter precaução! Exactamente por não haver respostas científicas, o debate deve ser estendido à sociedade civil. E esta é a questão principal. Os cidadãos têm direito de participar no debate! Quem legitimou o governo a tomar a decisão sobre se deveria ou não plantar GMO’s? Existem decisões com impactos globais bem mais inferiores, para os quais os nossos parlamentares consideram necessária a realização de referendos. Com isto não defendo, ou deixo de defender um referendo para GMO’s, mas EXIJO um debate alargado!

    Finalmente, comparar o poder financeiro da Monsanto com qualquer apoio ao Gualter, só pode ser uma piada à “Gato Fedorento”.

  12. ... says:

    É incrivel como estes ignorantes, para não dizer aqueles criminosos pró-OGM, apoiam tanto essa tecnologia altamente destructiva quando está mais que provado cientificamente que os OGMs provocam problemas de saúde e problemas no ambiente. Vão-se informar antes de criticar.

  13. ... says:

    Para todos aqueles “espertinhos” que acham que o que se passou foi proveniente de vandalos, fiquem a saber que se não fosse as centenas de vandalos do 25 de Abril, nunca teriamos uma democracia… e mais, esses “vandalos” que libertaram o pais da ditadura, cometerem o maior crime possível contra o estado, ou seja, fizeram um golpe de estado.

    Também querem punir esses “vandalos” querem??? Hipócritas do …

  14. Jorge Mota says:

    Brilhante trabalho jornalístico, entrevista muito bem conduzida, esclarecedora e inteligentemente bem construída.
    Na minha opinião o Sr. Mário Crespo é actualmente o melhor jornalista português, mais uma vez o desmonstrou.
    Contra factos não existem argumentos, há imagens que servem de prova sendo que este foi claramente um acto de ecoterrorismo.
    Fundamentalistas puros que falam em democracia quando não sabem a sua definição.

    Sem outros comentários,

    Jorge MOta

  15. Rui Farinha says:

    Sinceramente a violência não pode servir para chamar atenção seja do que fôr, e a destruição da propriedade alheia é um acto de violência até com repercussões económicas incalculáveis para o proprietário da produção em questão.

    Transgénico parecem vocês com essas roupas sempre armados em freaks, olhem bem para o arzinho de anormal do entrevistado do Mário Crespo, e se calhar também dá vontade de lhe começar a dar pancada… só para chamar a atenção para aquele arzinho sujo e porco.

    Chamem lá atenção para o que quiserem, mas sem destruirem nada a ninguém, senão qualquer dia ainda têm uma surpresa valente.

    É por estas e por outras que depois a extrema-direita vai ganhando força.

  16. ... says:

    Oh Rui farinha, anormal e porco, para além de completo imbecil és tu, que não sabes do que falas. Faz um favor à sociedade e faz paraquedismo… sem o paraquedas :p

    O Mário crespo demonstrou que na realidade é um péssimo jornalista, pois na entrevista nem sequer deixava o gualter falar, além de inventar tudo para o atacar em vez de falar do que é importante, dos ogm’s.

    E para toda a cambada de idiotas mongoloides que pensa como muitos aqui, que é contra a acção e não sabe usar a cabeça, basta pensar que se não fosse aquela “cambada de vandalos” de há 30 anos atrás, que não tinhamos 25 de Abril. Se vocÊs são contra estes “vandalos” porque lutam para proteger a sociedade, então só podem igualnmente ser contra a destruição da ditadura, que fizeram muito pior que no caso de silves, como um golpe de estado. Pois é, não sabem pensar.

    E quando vocês começarem a conhecer pessoas e vocês próprios a ficarem doentes ou a morrer devido aos OGM’s, podem ter a certeza que mudam logo de opinião.

    Caso não saibam a cabeça não é para enfeitar, é para pensar… vá esforçem-se que pode ser que tenham um milagre e finalmente começem a pensar.

  17. Pedro Rocha says:

    Caros colegas,
    Tal como vós,Movimento,a preocupaçao pelo ambiente é uma maxima na minha vida e consciencia.
    Acima de tudo,preocupo-me por uma melhor sociedade,livre e responsavel,consciente e culta onde o respeito pelo meio e pelo homem é real e nao as meras palavras destas chamadas democracias.Acima de tudo,faço o que posso e luto por conseguir tudo isto.
    Sou de esquerda e ecologista como vos,até activista,mas no entanto,com todo o respeito e sinceridade discordei e continuo a discordar da acçao decorrida em Silves.
    O debate OGM é um debate rico e inevitavel na nossa sociedade,em parte graças a acçoes como vossas.Do teor desse debate nao falarei neste comentario,pois para o debate outros espaços existem e surgirao.De qualquer modo a minha opiniao tende para a vossa,se bem que face as incertezas cientificas,ficar-me-ia por exigir,por exemplo,como ja foi feito no estrangeiro,a enumeraçao e identificaçao dos produtos transgenicos vendidos no mercado,deixando ao criterio individual de cada consumidor,a sua compra ou nao.
    Houve um erro na vossa acçao,e nao consigo entender outra versao do assunto,por mais simpatia que vos tenha.
    A vossa e nossa luta é, e será sempre ,nao apenas contra os OGMs,mas contra as corporaçoes que nos enganam e roubam e dominam a sociedade.Em ultima instancia,sao devido a elas que o ambiente se deteriora , e sao devido a elas que a humanidade se deteriora nessa luta antropofagica por poder e dinheiro.
    O dinheiro move muita gente,especialmente muita gente ignorante.Convenhamos que infelizmente,quem nao sabe ou conhece o dilema cientifico dos OGM,certamente se lhe dada a opçao de escolher entre esses produtos alterados e nao alterados,escolheria os primeiros,pois a sua rentabilizaçao economica será sempre superior.
    Eis o que acontece a milhares de agricultores a quem é dada a oportunidade de escolher entre receber mais e receber menos.”Plantas OGMS terás mais e a plantaçao é mais facil.Plantas naturais,terás menos e mais pragas” , pensa o agricultor.

    Eis o dilema que a todos nos dividiu um dia : a vida real , ou a moral e a utopia?

    Eis onde o vosso acto pecou e pecará para sempre,e onde eu me envergonho de vós.
    Se querem fazer mossa e acordar o mundo,se querem mostrar onde as coisas estao mal e serem respeitados,FAÇAM-O CONTRA AS GRANDES EMPRESAS E OS GRANDES LATIFUNDIARIOS,NUNCA CONTRA UM IGNORANTE AGRICULTOR QUE APENAS QUER GANHAR A VIDA,com um minusculo terreno em que trabalhou o ano inteiro.

    E o sacrificio desse milho nao foi menor ,menor seria se fosse num latifundio de uma corporaçao.Isso sim,seria uma acçao simbolica com valor e com coragem.Os fins nao justificam os meios,lembrem-se.
    Nao podemos julgar as pessoas por quererem viver melhor,afinal de contas,isso é a negaçao até dos vossos/nossos interesses.

  18. pensar says:

    Caros,

    É de louvar que na nossas sociedade consumida pelo egoísmo e pela cegueira provocada pelo umbigo, que ainda haja coragem para lutar por causas injustas, e que à partida, aparentem uma luta desigual, tal David contra Golias. Não será mentira afirmar que a maioria das pessoas com que nos cruzamos quotidianamente vivem com medo de exprimirem o seu desagrado constante ou tecerem uma crítica, ainda que construtiva.

    Pior ainda é saber que crianças com 7 anos confudem o mundo real com o mundo que os absorve a partir do ecrã plasma espectacular adquirido em espectaculares 195 prestações! Assim foi, quando me vieram perguntar quando é dava o novo episódio em que um senhor que trabalha as terras ia juntar os seus amigos e vingar-se dos vilões que lhe tinham destruído o seu “quintal”.

    Tentei, em vão, explicar que aquilo não era nenhuma série, era a vida real! Mas então, perante dezenas de olhares, tentei explicar que devemos practicar sempre o bem, de maneira pacífica, respeitando o nosso semelhante.

    Ainda, cheio de coragem, tentei explicar porque é que aqueles “”senhores”" com máscaras tinham feito aquilo, mas apercebi-me que era impossível, pois eles pergutavam-me se eles viviam na floresta, se não usavam automóveis, se não produziam lixo, se a roupa deles não tinha produtos que para a sua concepção era necessário poluir “a terra” perguntaram-me até ( acho que tinham ouvido isto na pré-primária ) se não devemos começar a mudar o mundo em nossa casa, nas nossas atitudes…ao que eu pensei…”miúdos inteligentes, hein…”!!

    E assim vivemos nesta sociedade em que uma camabada de fedelhos com desejo de mudar o mundo – dos outros -, que para satisfazer as suas necessidades mais animalescas, produzem lixo e poluem sem qualquer consciência ambientalista.

    Quem são estes miúdos apatetados que se julgam superiores à Constituição da República Portuguesa, que se julgam superiores à lei, ao Governo…quem são estas crianças, que cobardemente, batem num agricultor desprotegido, cercando-o como um grupo de animais ferozes desesperados para terem alguma atenção mediática…

    Eu conheço um ginásio em Lisboa, em que os três sócios cultivam milho transgénico, como hobbie têm um ginásio onde cada um ensina 4 artes-marciais, se quiserem dou-vos o contacto para irem lá, e falarem com eles, com calma como fizeram aqui à uns tempos atrás numa proprieda de uma multinacional com 150 hectares de milho transgénico….

    Parabéns, a todos aqueles que conseguiram ver a verdadeira atitude destes fedelhos criminosos…depois se são presos, é só ver os papás a saírem das multinacionais em suv´s que gastam 25lt para irem os “piratas” dos filhos….que malandrecos estes…

    P.S: desculpem não escrever mais, mas estava numa pausa do trabalho na casa de banho e lembrei-me de vós…e o tempo escasseia…

    pensarcompestroncoemembros

  19. Crupe says:

    EM resposta ao comentário 13:

    “Para todos aqueles “espertinhos” que acham que o que se passou foi proveniente de vandalos, fiquem a saber que se não fosse as centenas de vandalos do 25 de Abril, nunca teriamos uma democracia… e mais, esses “vandalos” que libertaram o pais da ditadura, cometerem o maior crime possível contra o estado, ou seja, fizeram um golpe de estado.

    Também querem punir esses “vandalos” querem??? Hipócritas do …

    Comment by … — September 8, 2007 @ 3:10 am ”

    VIVA o Massacre de TIANAMEN Viva os Iraquianos Mortos VIVA

    ps:(acho que a minha comparação foi mais bonita que a sua!!!) Hipócrita do *aralho